Por Vinícius Pereira
A comunicação ganha caminhos superdinâmicos no ciberespaço. Com o advento do Twitter, a informação é compartilhada com milhares de forma ultra rápida. Não há tempo para espera, mensagens dos mais variados assuntos e relevâncias são discutidas de forma sintética e urgente. A sensação é que devemos compartilhar com todos tudo o que fazemos. Qualquer ação pode ser registrada e publicada em frações de segundo. Pela limitação dos caracteres, a informação é absorvida rápida, já que já está enxuta dando ao receptor a sensação de querer mais. A demanda faz com o que o Twitter vire o diário que pede urgência e precisa ser preenchido minuto a minuto.
Já nas redes sociais como Facebook e Orkut a urgência não é tão voraz porém pede mais profundidade e qualidade. “Quase tudo” é compartilhado: Vídeos, fotos, mensagens, gostos, contatos etc... O grau de acesso que outras pessoas vão ter as suas informações quem define é você, porém, tudo está registrado ali, sua vida - pelo menos da forma que você a enxerga - coexiste naquela página que é o seu perfil.
E então a Google, um gigante na internet e fornecedora de diversos serviços líderes como e-mail, hospedagem de vídeos e busca mas sem a força desejada de mídias sociais líderes mundiais como Twitter e Facebook, decide usar todas as suas ferramentas e expandi-las num único universo, o Google Buzz, que apresenta sua principal força no fato de segundo a própria descrição no site do Google Buzz
-”Ele se encontra dentro do Gmail, onde você pode comunicar com as pessoas que já conhece, sem ter que adicionar todos do zero a uma nova plataforma.
As pessoas com quem você bate papo frequentemente e a quem envia e-mails são automaticamente adicionadas, e você pode “ligar” o Buzz a outros sites que já usa (como Twitter, Google Reader, Flicker, Picasa, Youtube, etc.)
Com isso o compartilhamento se tornou ainda maior, suas mensagens de e-mail podem ficar a disposição, assim como seus contatos que estão lá. E não só sua conta de e-mail da Google, qualquer conta pode se acoplar a plataforma. A superexposição que parecia ser tendência retroage. Usuários não querem pelo menos “ainda” compartilhar tudo, sem limitações e a empresa sofre processo milionário, como informa o portal Terra:”A empresa foi processada menos de 10 dias depois do lançamento do serviço por uma organização de defesa das liberdades públicas dos EUA. A organização pediu à Comissão Federal de Comércio que exigisse que o Google transformasse o Buzz em algo totalmente opcional, que parasse de utilizar os contatos da agenda de endereços privado para criar uma lista de rede social e que desse aos usuários um controle significativo de seus dados pessoais.“
A empresa fez mudanças e o grau de informação a serem expostas passou a ser controlada pelo usuário. Porém a mancha ficou. O serviço ainda não emplacou e a “falta de privacidade” é vista como um dos pontos fracos mais críticos como mostra a análise do portal G1 Tecnologia que diz: “ Alguns questionam a funcionalidade que permite seguir e ser seguido automaticamente quando o usuário se conecta pela primeira vez ao Google Buzz. O site “Business Insider”, por exemplo, considerou o recurso uma “enorme falha de privacidade”, já que qualquer pessoa poderá ter acesso a quem um usuário segue ou por quem ele é seguido. Em outras palavras, antes de sequer tocar nas configurações do Google Buzz, alguém poderia visitar o seu perfil e ver quem são as pessoas com quem você conversa e troca e-mails”
Ou seja, a tendência se superexposição que a “Cibervida” parece tomar, ainda precisa subir alguns degraus para para se chegar no ponto onde tudo – definitivamente tudo – será exposto. Já que seu perfil no Ciberespaço é construído por você, e pela visão que tem de si mesmo, a seleção do que vai ser exposto ou não ainda vai continuar criteriosa.
Apresentação Google Buzz
Fontes: Portal G1 Portal Terra e www.google.com/buzz