quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Buzz, reflexo de um cotidiano atual


Artigo AV2 – Marcella Mugnaini - 200701148465

O Google Buzz é uma tentativa da Google de entrar na onda de compartilhamentos sociais que está ocorrendo na web, muito pelo sucesso de plataformas online como Twitter e Facebook, que permitem a troca de mensagens com amigos e/ou pessoas que um usuário se identifica na rede. A ideia da ferramenta se baseia na postagem de mensagens para os seus contatos Google, possibilitando a integração nas plataformas da empresa que o usuário já utiliza, como Gmail, Google Reader etc. Sendo assim, em cada uma delas, é possível acessar as atualizações que os seus contatos publicaram durante o dia, além de poder interagir com cada mensagem postada. Podemos dizer que o Buzz é uma tentativa – ainda sem muito sucesso – de uma rede social do Google mais concatenada com o atual momento de compartilhamento da web 2.0. Pois apesar da empresa já ser dona do Orkut, que ainda é uma rede social muito poderosa no Brasil, está perdendo espaço para outras novidades do mercado.

Traçando um paralelo com a nossa realidade, podemos dizer que esta onda de compartilhamento de milhares de informações a todo o momento, é reflexo da rotina extremamente agitada que temos atualmente. A quantidade de informações que precisamos adquirir é tão grande quanto à quantidade de coisas que precisamos fazer, o que acaba resultando em uma sensação de sempre estar com alguma coisa importante atrasada. O dia continua tendo as mesmas 24 horas de antes, mas atividades a serem realizadas por cada um não param de se multiplicar. No caso da internet, essa multiplicação se caracteriza pela multiplicação das mensagens que recebíamos e passamos a receber.

Por outro lado, com o advento da internet, também conseguimos ter muito mais acesso a informações que antes não eram palpáveis. O ser conectado pode investigar e angariar conhecimentos em diversos canais, já que dentro na rede temos variados universos de disseminação de conteúdos. A proximidade de vozes influentes é um dos fatores que torna a conexão tão interessante. As emissões e recepções de mensagens estão cada vez mais ágeis, e quem souber filtrar positivamente o que recebe – assim como transmitir o que envia – pode aproveitar de forma muito oportuna o momento em que estamos vivendo.

Assim sendo, concluímos que o precisamos entender as novas ferramentas que aparecem, sabendo aproveitá-las com discernimento. Nem toda nova tecnologia vai ser bem sucedida, e cabe a nós saber o que utilizar no nosso cotidiano. O compartilhamento já é mais do que uma realidade na web, e cada vez mais deve ser ampliando para as diversas plataformas. O buzz nas redes, ou seja, o burburinho, ou o que é falado, é uma característica inerente ao processo de utilização da web2.0.

Informação o tempo inteiro

Por Renata Bastos

Os sites da Google sempre foram os mais utilizados pelos usuários do ciberespaço. A empresa manteve-se pioneira durante muito tempo na internet, mas começou a perder espaço para os novos sites de relacionamento que começaram a aparecer na rede. O Orkut era sucesso na internet entre os que queriam se comunicar (quase sempre) em tempo real com sua rede social. O Google então agregou o bate-papo do Gmail ao do Orkut, aumentando a quantidade de pessoas conectadas entre si por juntar os contatos do e-mail com os da rede social.
Mas na frente do Google, surgiu o Twitter, microblog que permite ao usuário postar informações e links em apenas 140 caracteres. Isso faz que com a informação seja mais precisa e rápida, e ainda gera uma urgência na postagem das mesmas. Hoje, qualquer informação mais urgente que se queira ter na internet pode ter procurada nos TT’s do Twitter.
Este tipo de site não filtra quais informações são relevantes ou verdadeiras, o máximo que o usuário pode fazer é selecionar os seus “informantes”, o que não garante necessariamente a veracidade das informações, já que qualquer um pode criar um perfil e postar qualquer informação.
O Facebook veio agregar mais utilidades ao que já continha no Orkut e no Twitter, como álbum de fotos, mensagens instantâneas e notificações de atualizações. Na verdade todas essas redes sociais foram vendo as evoluções de seus concorrentes e aumentando o número de falicidades para que os usuários pudessem estar interessados em ficar conectados 24 horas por dia.
O GoogleBuzz teve a Idea de juntar todas as utilidades de seus concorrentes em uma só rede, mas não teve muito sucesso pela falta de privacidade que gerou para seus usuários. Não que o Twitter ou o Facebook garantam a privacidade de alguém, mas de certa forma eles induzem a pessoa a expor sua vida pessoal a cada minuto. Todo mundo sabe o que você faz o tempo todo, mas cabe à pessoa decidir o que vai postar. Mas só de saber que as informações estão ali o tempo inteiro, o sujeito já se vê na obrigação de ficar logado 24 horas por dia para saber o que está acontecendo, ou ele se sentirá excluído do mundo virtual. È como se fosse um mundo paralelo onde ele está acessível o tempo inteiro. Por isso, com o lançamento do GoogleBuzz, já veio o Google Buzz mobile , aplicativo para IPhone, o que garante ainda mais que o seujeito estará em um “mundo paralelo” o tempo inteiro e em qualquer lugar, conectado com todo mundo.
Quanto mais o sujeito passa na internet, mais ele perde a noção do tempo e faz daquela rede o seu próprio tempo, paralelo ao tempo real em que não está conectado. É nesse espaço que o GoogleBuzz se encaixa, o de tomar conta do tempo em que o sujeito está on line, juntando todas as funções possíveis.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Google Buzz parece representar tendência, porém não emplaca.

Por Vinícius Pereira


A comunicação ganha caminhos superdinâmicos no ciberespaço. Com o advento do Twitter, a informação é compartilhada com milhares de forma ultra rápida. Não há tempo para espera, mensagens dos mais variados assuntos e relevâncias são discutidas de forma sintética e urgente. A sensação é que devemos compartilhar com todos tudo o que fazemos. Qualquer ação pode ser registrada e publicada em frações de segundo. Pela limitação dos caracteres, a informação é absorvida rápida, já que já está enxuta dando ao receptor a sensação de querer mais. A demanda faz com o que o Twitter vire o diário que pede urgência e precisa ser preenchido minuto a minuto.


Já nas redes sociais como Facebook e Orkut a urgência não é tão voraz porém pede mais profundidade e qualidade. “Quase tudo” é compartilhado: Vídeos, fotos, mensagens, gostos, contatos etc... O grau de acesso que outras pessoas vão ter as suas informações quem define é você, porém, tudo está registrado ali, sua vida - pelo menos da forma que você a enxerga - coexiste naquela página que é o seu perfil.


E então a Google, um gigante na internet e fornecedora de diversos serviços líderes como e-mail, hospedagem de vídeos e busca mas sem a força desejada de mídias sociais líderes mundiais como Twitter e Facebook, decide usar todas as suas ferramentas e expandi-las num único universo, o Google Buzz, que apresenta sua principal força no fato de segundo a própria descrição no site do Google Buzz


-”Ele se encontra dentro do Gmail, onde você pode comunicar com as pessoas que já conhece, sem ter que adicionar todos do zero a uma nova plataforma.

As pessoas com quem você bate papo frequentemente e a quem envia e-mails são automaticamente adicionadas, e você pode “ligar” o Buzz a outros sites que já usa (como Twitter, Google Reader, Flicker, Picasa, Youtube, etc.)



Com isso o compartilhamento se tornou ainda maior, suas mensagens de e-mail podem ficar a disposição, assim como seus contatos que estão lá. E não só sua conta de e-mail da Google, qualquer conta pode se acoplar a plataforma. A superexposição que parecia ser tendência retroage. Usuários não querem pelo menos “ainda” compartilhar tudo, sem limitações e a empresa sofre processo milionário, como informa o portal Terra:”A empresa foi processada menos de 10 dias depois do lançamento do serviço por uma organização de defesa das liberdades públicas dos EUA. A organização pediu à Comissão Federal de Comércio que exigisse que o Google transformasse o Buzz em algo totalmente opcional, que parasse de utilizar os contatos da agenda de endereços privado para criar uma lista de rede social e que desse aos usuários um controle significativo de seus dados pessoais.“

http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI4770469-EI12884,00-EUA+Google+envia+acordo+do+Buzz+a+todos+usuarios+do+Gmail.html


A empresa fez mudanças e o grau de informação a serem expostas passou a ser controlada pelo usuário. Porém a mancha ficou. O serviço ainda não emplacou e a “falta de privacidade” é vista como um dos pontos fracos mais críticos como mostra a análise do portal G1 Tecnologia que diz: “ Alguns questionam a funcionalidade que permite seguir e ser seguido automaticamente quando o usuário se conecta pela primeira vez ao Google Buzz. O site “Business Insider”, por exemplo, considerou o recurso uma “enorme falha de privacidade”, já que qualquer pessoa poderá ter acesso a quem um usuário segue ou por quem ele é seguido. Em outras palavras, antes de sequer tocar nas configurações do Google Buzz, alguém poderia visitar o seu perfil e ver quem são as pessoas com quem você conversa e troca e-mails”


Ou seja, a tendência se superexposição que a “Cibervida” parece tomar, ainda precisa subir alguns degraus para para se chegar no ponto onde tudo – definitivamente tudo – será exposto. Já que seu perfil no Ciberespaço é construído por você, e pela visão que tem de si mesmo, a seleção do que vai ser exposto ou não ainda vai continuar criteriosa.


Apresentação Google Buzz


Fontes: Portal G1 Portal Terra e www.google.com/buzz